Mercado do algodão de MT tem tendência de alta nos preços

Demandas interna e externa, escassez da fibra de alto padrão e elevação da bolsa de NY contribuem

Foto por: Reprodução

Agronegócio

21/02/2021 às 06:55

Devido à boa demanda interna e externa, à escassez da fibra de alto padrão e à elevação da bolsa de Nova York, o mercado doméstico de algodão manteve a tendência de alta, batendo mais um recorde de preços.

A fibra em Mato Grosso – maior produtor nacional - fechou a semana com ganhos de 2,8% em relação à média da semana anterior.

Para o mesmo período do mês e ano passado, a alta é de 25% e 74%, respectivamente.

A pluma brasileira continua a subir, tanto ao produtor mato-grossense, quanto no atacado paulista.

Além da demanda interna por reposição de estoques, os preços na Bolsa de Nova Iorque seguem em forte ascendência, refletindo na paridade e nos preços domésticos.

O valor da média desta semana, US$ 85,91, é 5% superior à média da semana anterior e 11% acima da média de um mês atrás.

Conforme os analistas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com o afrouxamento das medidas restritivas durante o segundo semestre de 2020, as indústrias têxteis iniciaram um movimento de reposição dos seus estoques.

Com isso, a estimativa é de que foram consumidas internamente cerca de 600 mil toneladas, acima dos 580 mil toneladas que estavam sendo previstas para o ano passado.

“Esse movimento, juntamente com o dólar valorizado e o bom desempenho das exportações, impulsionou os preços da pluma no mercado domésticos para patamares bem elevados”.

Segundo o Ministério da Economia, as exportações tiveram na primeira semana de fevereiro uma alta de 111,1% sobre as 27,85 mil toneladas da semana anterior e de 33,3% sobre o acumulado do mesmo período de fevereiro de 2019.

Ao todo foram exportados 1,68 milhão de toneladas no acumulado desde julho, superando, assim, os 1,49 milhão t do mesmo período do ano anterior em cerca de 12,6%.

A expectativa para o saldo de exportações para o ciclo comercial de 2020/21 é de 2,11 milhões t, ou seja, o exportado até aqui corresponde a 79,9% desse excedente.

Para o mesmo período do ano passado, o percentual era de 77,6% do total que havia sido vendido para o exterior.

Dada a expectativa de redução da área plantada e o excelente saldo de exportação nos Estados Unidos, o vencimento spot em Nova York fechou a semana com uma valorização de 5% em relação à média da semana anterior.

As boas vendas externas norte-americanas e a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de menores estoques para o país no final da safra 2020/21 são as principais fatores que contribuíram para a valorização, juntamente com a alta do petróleo.

Do lado baixista, tem como limitador o dólar americano valorizado e as incertezas quanto à retomada da economia no contexto da pandemia.

De acordo com o USDA, até 4 de fevereiro foram exportadas 59,95 mil toneladas, o que representa uma queda de 4% em relação às 61,41 mil toneladas da semana anterior e uma queda de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Cerca de 12,80 mil t foram destinadas à China, ou seja, 21% do total.

Para o ano comercial 2020/21, o saldo para o acumulado chegou a 2,03 milhões t, cerca de 17,6% superior aos 1,73 milhão t para o ciclo anterior e 56,8% superior à média dos últimos cinco anos.

Fonte: Diário de Cuiabá


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